Archive for the “Crônica” Category
Posted by: Robson in Crônica
Não vou falar muito, não…
Hoje foi um dia triste. Uma era acabou.
Uma era magnífica, que começou em 1994,
E estendeu-se por primeiras vezes.
A era festa, a era viagem, a era do fortalecimento das grandes amizades…
Tudo lá foi do supremo ao cansativo…
Foi voltas e curvas, idas e curtidas.
Ontem passei minha última noite daquela era
E de manhã deixei no chão a sujeira dos móveis,
Disse adeus aquele fiozinho de mar que entrava pela janela…
Foi tão ridiculamente triste…
Tranquei a porta, fiz questão de ser eu a trancá-la,
E dei tchau como se paredes sentissem.
Fui-me embora pela serra…
É O FIM DE UMA ERA!
O fim de uma era…
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Para quem ainda não sabe, o Chico Buaque está lançando seu novo disco, Carioca. Uma série de shows vão acontecer, começando por São Paulo. Clique aqui para mais detalhes sobre o Chico em sampa.
Há muito anos eu espero pela oportunidade de vê-lo tocar ao vivo… Nunca pensei que isso pudesse acontecer de verdade. Não sou muito de ser fanzinho não. Mas para esse show do Chico estou muito empolgado, quase como um fanzinho mesmo.
Comprar o ingresso foi uma batalha paulistana, cheia de demonstrações do que significa uma cidade grande burocrática capitalista. Estava tudo presente, de filas impacientais a preços exorbitantes. Não vou me alongar, vou só contar algumas coisinhas desagradáveis. Mas vou começar pelas agradáveis.
O preço dos ingressos variava bastante, de $80 a $160. Ótimo, assim todo mundo pode comprar, nada de abuso. Para estudantes, fica ainda mais fácil, e é sempre eles que lotam os shows (aliás, tem aquela história de que é por causa disso que os ingressos são mais caros: meias entradas). Outro ponto positivo é que o show vai acontecer em vários dias diferentes (não sabia? então não clicou no link acima). Isso de vários dias é fundamental para uma cidade como São Paulo, com mais de 10 milhões de habitantes, sem contar as redondezas. Mais pessoas terão chance de curtir o show. Finalmente, terem disponibilizado cerca de 13 locais de venda de ingressos foi muito útil. Diminui as filas, e facilita a compra.
Agora, o que aconteceu realmente durante minha compra:
Apesar de tantos pontos de vendas, qualquer um fica muito longe da minha casa. Optei pela Vila Madalena, em uma livraria chamada Livraria e Espaço Arjuna. Eu e a Bruna (namorada) fomos na terça, o segundo dia de vendas. Chegamos na Arjuna às 16h00 e saímos às 21h00. Pelo menos era esquema por senha e pudemos dar uma volta pela Vila; descobrimos um barzinho estilo praiano bem legal.
Às 20h50 fomos atendidos. Escolhemos lugares legais para o dia 7 de setembro. Falta muiito ainda… Somente na hora de pagar percemos que 15% a mais teria que ser pago, pelo serviço da empresa que organizou a venda dos ingressos. É compreensível, mas achei 15% caro demais. As sacanagens foram outras duas. Primeiro, a impressora estava quebrada. Então, deram a todos um canhoto para buscarmos o ingresso no dia seguinte. Calculem a distância Guarulhos-Vila Madalena de busão e chore comigo. Os caras cobram 15% do ingresso e não têm uma impressora que funciona? Aí sim ficou caro mesmo! Palhaçada!
A maior palhaçada, no entanto, parece ser coisa do pessoal do Tom Brasil mesmo. O mapa de assentos mostra uma divisão em seções, indo da área VIP, aos setores 1, 2 e 3. É claro que a área VIP é mais cara, pois fica mais próxima do palco. A mocinha que nos vendeu o ingresso comentou que para o show do Chico, o Tom Br tinha aumentado a área VIP. Poxa, como eles são legais!, diria uma pessoa incauta. A verdade, porém, é que eles pegaram algumas cadeiras do Setor 1 e passaram a chamar de área VIP. Ou seja, maior preço e nenhuma melhora em termos de posição. Sacanagem da boa, para enganar ingênuos. Palhaçada!

Está tudo beleza, apesar dos pesares. Os ingressos estão na minha mão, e eu e a Bruna vamos curtir um show alucinante. Vai ser ótimo dividir esse show com ela.
No próximo texto vou falar sobre o disco Carioca em si e sobre o que eu espero do show. Mas antes preciso dar uma “estudada” no disco.
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Ontem tive uma noite como nos velhos tempos. Ou quase. Saí com uma amiga e a turma dela, que eu nem conhecia.
Peguei meu carro (que não é meu) e dirigi pela Faccini, Dutra, Marginal, Sumaré, Inácio e quase entrei no clássico dos clássicos “Morrison rock bar”, local onde ocorreu minha primeira balada de fato, há uns 8 ou mais anos atrás. Mas não fui ao Morrison, local ao qual fui muitas e muitas vezes durante minha vida (e acaba de começar a tocar “The Crystal Ship” do Doors aqui… winamp no “shuffle”). Não, desviei-me pela Mourato e vaguei pela Vila Madalena.
(Antes, a Vila Madalena era o ponto dos pontos de festas da cidade. Lá reunia-se todo tipo de gente. Agora, os frescos vão para Itaim, Moema e afins, e os sussas vão para a Vl. Madalena)
Há um sortimento enorme de bares, e preços, para ir. Fui ao Empanadas, um local do qual meu camarada Tsu sempre fala. As cervejas comuns estavam dez centavos mais baratas do que as que são normalmente caríssimas. Mas por uma tosquice, as pessoas estavam pedindo as comuns… Ler o cardápio mata, né? A empanada é realmente muito boa. Comi uma de carne seca, que estava boa demais.
Papo vai, papo vem, com uma galera que eu nem conhecia. Nessas horas é que se percebe o enorme potencial de uma mesa de bar para gerar conversas animadas. Você não precisa realmente conhecer a pessoa, basta estar disposto a falar alguma coisa e rir bastante. A cerveja ajuda, e está garantida a festa. Assim fomos, até que o bar fechou, já pelas 2h da manhã. Direito a duas saideiras na faixa, e rua.
Na Vl. Madalena não deixam você na mão. Andamos por algumas ruas, toca pela Fradique, entra novamente na Inácio, depois na Simão (acho que era simão), e lá está, com as portas arreganhadas, um boteco copo sujo, dos mais copos sujos. Mais conversa, mais risadas. A mesa fora do bar bebia todo o frio da alta madrugada. Nada importa quando se está empolgado.
Opa, todo mundo meio bêbado. Cada um mora em um canto diferente. Hora de ir. Você não tem idéia do tamanho de sampa. Ninguém tem. Sempre há locais mais distantes do que você imagina. Paga a conta. Beijo de despedida.
Teodoro, Sumaré, Marginal, Dutra, Faccini, lar doce lar. Sol nascendo, curtição no meio da semana, como a vida deve ser.
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Nos meus 25 anos de vida eu aprendi muita coisa. Na verdade, é pouca coisa, se pensarmos na quantidade de coisas a aprender. Mas para mim é muita coisa, pois são coisas que saíram pelos meus olhos em forma de verdadeiras lágrimas, ou que se mostraram vivas apertando horriveilmente meu coração. Também conheci aquele sentimento absurdo de ver o mundo pequeno, e eu o seu senhor. Já gozei aquela felicidade tão imensa, pois tranqüila.
Muitas, muitas vezes mesmo senti a felicidade que antecipa a queda… Não fosse meu ceticismo de dicionário, eu juraria que a felicidade pelo florescer do dia seguinte enterra a semente para sempre. Eu me recuso a acreditar que tal felicidade seja uma causa sinistra de um efeito dolorido. Mas é o que vejo, é o que sinto. Talvez meus olhos estejam viciados nessa idéia (então, sofri demais? recuso-me!). Talvez eu esteja simplesmente contando errado, e o número de folhas seja maior do que o número de sementes não fertilizadas.
De um jeito ou de outro eu me coloco na desprazerosa posição de não me animar com o amanhã… como se toda felicidade tivesse que gritar “supresa” ao me acordar (talvez seja isso mesmo, não?). Antecipar é morrer?
“Ame-me hoje, pois posso não ver amanhã”.
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Ontem eu fui até o bairro da Liberdade (Liba) com meus amigos. Todo domingo há um tipo de feirinha ao lado do metrô liberdade, onde se vende os mais diversos tipos de comidas orientais.
Enquanto eu andava na típica muvuca paulistana, empurrdo e empurrando para conseguir meu centímetro de terra, eu me perguntava por que eu não estava em casa almoçando o bom e velho macarrão. Eu estava bastante incomodado de saber que depois dos empurrões e filas eu teria que comer de pé, esmagado.
Daí comprei dois guiosa. Nunca havia comido. É, vamos dizer, um bolinho recheado de carne de porco e de frango, mais uns legumes. Por cima, um molho da sua escolha. Peguei um shoyu apimentado.
Foi a primeira mordida mais deliciosa que já dei em minha vida! Esqueci da muvuca, do empurra, do frio, de tudo. Existíamos eu e os dois guiosa! Eu achei o negócio tão gostoso, que a cada nova mordida eu pensava que eu ia acordar, pois aquilo deveria ser um sonho! Bah, muita água na boca só de lembrar.
Toda a minha vida vai ter que mudar em função do guiosa. Eu planejava morar em Curitiba, mas agora só vou para lá se houver algum lugar onde se pode comer um guiosa como o da feira da Liba. Com chave de ouro, mandei para dentro um suco de manga natural que estava de outro mundo! Que fome!
Vote guiosa.
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