Archive for the “Cinema” Category

“A Pirâmide e os Soldados” é um filme, criado no ano de 2005. Assistam o filme, e vejam a ficha técnica e comentários do diretor (mais abaixo).

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FICHA TÉCNICA

Atores, por ordem de aparição:
YIN= bonequinho shaolin amarelo, do tempo em que eu praticava kung-fu (+ de 8 anos atrás)
YANG= bonequinho shaolin verde, do tempo em que eu praticava kung-fu.
MENTE= bonequinho me dado de presente na ocasião da minha formatura.
DESEJO= miniatura de tequila gentilmente me dada de presente pelo meu amigo Tsu, comprada na volta da sua viagem para o Caminho de Santiago.
PIRÂMIDE= pirâmide “mística” comprada por mim em São Tomé das Letras (MG), em um carnaval maluco da vida.

Trilha Sonora
Primeira música= War Pigs, do Black Sabbath
Segunda música= Imagine, do John Lennon

ROTEIRO, EFEITOS ESPECIAIS, PRODUÇÃO, DIREÇÃO:
Robson B. Faggiani

Comentários do Diretor: (ou blábláblá intelectualóide tolo promocional):
“Eu quis, com este filme, contar uma história que misturasse várias concepções em um todo o mais organizado possível. Por isso escolhi esses personagens e usei símbolos de diferentes culturas. Claro que o resultado não é o máximo da coerência, mas pode-se ter uma idéia da idéia da idéia. Vejam Yang, por exemplo, o lado masculino e duro do Yin-Yang. Ao contrário de uma filosofia oriental do desapego, ele termina descobrindo que necessita do Desejo. Isso é totalmente anti-budista, se o budismo fosse o foco. O lado ocidental também é claramente criticado. A concepção de Mente e Desejo como representando o ocidente objetiva mostrar o desastre da nossa civilização.”

Comentário não intelectualóide tolo promocional:
“Eu não tinha o que fazer, fiz um filme mistureba que achei muito divertido. Espero que vocês também achem”.

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Lá vou eu ao terreno das listas. Vou começar por cinema, contando quais são os meus 10 filmes preferidos. Meu rol é diferente dos outros, ele não é organizado por seqüência de qualidade, mas por ordem alfabética. Assim fujo da responsa de fazer um rank dos meus preferidos. Leia sobre as menções honrosas, ao menos (há uma surpresa ao final). Cutting the crap:

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Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol
Ambos dirigidos por Richard Linklater, ambos estrelados por Ethan Hawke e Julie Delpy, que intepretam Jesse e Celine. Os filmes são continuação um do outro; contam a história de como Jesse e Celine se conheceram, viveram um dia fantástico e se perderam por muitos anos, até se reencontrarem em Paris. Romântico de um modo não enjoativo e com diálogos muito inteligentes. Quem não gosta de romance, deve ver pelos diálogos. Quem gosta de romance, deve saber que Hollywood passa longe desses filmes (louvado seja Linklater). Títulos originais: Before Sunrise e Before Sunset.

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Clube da Luta
O diretor David Fincher socou com força a cara de todo mundo, e o pessoal quis mais. O filme conta com o genial Edward Norton e com Brad Pitt, que também manda bem. A história? Bom, é claro que você sabe, mas por via das dúvidas não vou contar muito. É um filme sobre um cara estragado pela insônia que conhece um produtor de sabonetes nada convencional. Ambos, cansados da vida cotidiana sem sentido, montam um clube onde as pessoas podem lutar para “relaxar” e esquecer os problemas. O filme tem surpresa no final, e uma tensão crescente delirante. Veja! Título original: Fight Club.

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Curtindo a Vida Adoidado
John Hughes dirigiu Matthew Broderick em um dos filmes mais divertidos já produzidos por seres humanos. Broderick é Ferris, um adolescente vida mansa cansado da escola chata, dos pais protetores, do diretor trapalhão e aquela coisa toda. Depois de faltar à escola fingindo estar doente, coloca a namorada e o amigo em um conversível e vagueia pela cidade grande aproveitando a vida alucinadamente. Além do clima de diversão constante, da inteligência de Ferris para enganar a todos e das suas armações para não ser pego, é cômico ver o diretor Rooney se dando mal mundo afora na tentativa de descobrir o aluno malandrão. Salve Ferris! Título original: Ferris Bueller’s Day Off. Em portuga o título é muito melhor!

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Depois da Chuva
O diretor do filme é Takashi Koizumi, o roteiro é do Akira Kurosawa, mas o pessoal desavisado atribui o filme ao Akira. A história contada é simples e bonita. Um ronin habilidoso fica preso em uma espécie de pousada com a esposa e alguns de viajantes. Seu modo ponderado e desapegado muda a maneira rude como os viajantes se relacionavam uns com os outros. Paralelamente, o ronin conta como derrotou um grande mestre samurai e tenta tornar-se novamente subordinado a um lorde feudal. A história é ótima, a fotografia é ótima. O filme mostra muito bem como é uma filosofia do desapego. Zen como o zen é. Título original: Ame Agaru.

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Hair
O filme é dirigido por Milos Forman e estrelado por Treat Williams, John Savage e Beverly D´Angelo. É um dos melhores filmes já feitos por seres humanos. Conta a história de hippies na época da guerra: seu modo de vida, suas idéias, sua maneira de curtir. O problema é que um dos membros do grupo precisa ir à guerra e isso muda tudo… O final é extraordinário. Este foi o filme que eu mais vi em minha vida, ganhando até de Matrix. Recomendo fortemente. Já havia escrito sobre o filme aqui. Título original: Hair.

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Idiotas, Os
Já ouviram falar de Lars Von Trier? Dos mais recentes, todo mundo deve ter visto Dançando no Escuro, Dogville, e agora Manderlay (este não vi ainda, damn it). Digamos assim que ele é um diretor que gosta de coisas diferentes. O filme “Os idiotas” foi feito sob orientação do Manifesto Dogma 95. O diretor dispensa efeitos especiais, efeito de iluminação, trilha sonora, etc. Usa uma câmera e só. O método torna o filme mais “real”. Os Idiotas, porém, são mais do que isso. O filme mostra um conjunto de amigos que não se importam com regras, e as quebram fingindo serem retardados. O que os amigos fazem é alucinante e tenebroso. Se você é curioso e curte coisas inusitadas, tem que ver Os Idiotas. Sim, tem que ver! Título original: Idioterne.

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Invasões Bárbaras, As
Dirigido por Denys Arcand, o filme mostra o reencontro de um conjunto de amigos na ocasião do fim da vida de um deles. Esses amigos podem ser vistos mais jovens em outro filme, que conta com os mesmos atores: O Declínio do Império Americano. No Invasões Bárbaras, os amigos narram um para o outro o que lhes aconteceu na vida. Enquanto isso, acompanham o processo da morte de Remy. É um filme inteligente, que discute sexo, morte, amizade, paternidade. Curto demais! Se você curte ouvir idéias interessantes, esse filme é para você. Eu já havia escrito sobre uma das músicas do filme aqui. Título original: Les Invasions Barbares.

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Matrix
Este é o filme! Os irmãos Wachowski comandam Keanu Reeves, Lawrence Fishburne e Carrie-Anne Moss no filme de ficção científica mais extraordinário já produzido. Keanu é Neo, um hacker que tem sua vida virada do avesso depois de conhecer Trinity e Morpheus, outros hackers que lhe contam o que é a Matrix: um sistema de interação virtual que aprisiona as pessoas do mundo todo. As cenas de luta são épicas, a história é fenomenal, os personagens são excelentes. O clima pesado, as roupas negras, os desvios de balas, a história da caverna recontada… Este é o filme! Mas cuidado: veja somente o primeiro e ignore a existência das continuações. Título original: Matrix.

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Sonhadores, Os
Dirigido por Bernardo Bertolucci. O filme conta sobre um americano que conhece um casal de irmãos franceses e passa a viver com eles. Os três são cinéfilos, os três são jovens a fim de viver, os três se tornam praticamente uma pessoa só. O americano se apaixona pela guria, mas precisa lidar com a relação forte dela com o irmão. Cenas de corrida no Louvre, de banquete de lixo, cenas sensuais e referências e mais referências a outros filmes. O filme é muito bom! Se você não gosta de filmes alternativos, deve ver pelo menos pela beleza de Eva Green. Título original: The Dreamers.

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Waking Life
Olha quem está aqui novamente: o diretor Richard Linklater, o que faz dele o cara que mais fez filmes que eu curto. O filme é um desenho baseado em filmagens reais. Um garoto não sabe quando está acordado e quando está sonhando; em cada cena está falando com uma pessoa diferente sobre temas como física quântica, filosofia existencial, psicologia, violência. Idéias interessantes seguidas de idéias interessantes. Ao contrário de “Quem somos nós?”, este é um filme que discute ciência e filosofia de verdade, sem falsas apelações. Destaque especial para a participação dos personagens Jesse e Celine (ver Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol, neste post), o que os torna meus personagens favoritos do cinema. Na verdade, eu já havia escrito sobre esse filme aqui. Título original: Waking Life.

MENÇÕES HONROSAS
Uma lista com dez (onze, na verdade) não é justa. É preciso mencionar belas obras que ficaram de fora. Eu digo aí: Rashomon, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, O Mundo de Andy, Pulp Fiction e Crash (para não me alongar demais).

Além desses, é preciso comentar em separado de um filme chamado “A Lenda e a Verdade”, uma obra de ficção escrita, dirigida, estrelada e filmada por Robson Faggiani. O filme conta a história de nerds que não querem confessar que são nerds. Se você é uma pessoa nessa condição, pode ver o filme aqui. Sim, o filme está disponível. 59 segundos de pura adrenalina.

É isso. Podem assistir.

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O show do Chico

As críticas ao show estão boas. Li uma notícia agora, que não me agradou muito. Poucos sambas e poucas músicas “clássicas”. Uma pena, por mim ele só cantaria as clássicas. Não ouvi “Carioca” tantas vezes quanto eu gostaria. O CD não é ruim, e mantém um certo estilo Chico. Nesse CD são os homens os pisados e não as mulheres. Poucas músicas rápidas, a maioria são lentas. Letras bonitas. Queria que ele cantasse “Construção” e “Eu te amo”, mas não vai rolar… Faltam 4 dias e estou delirando de empolgação.

“Como fazer um filme de amor”

Vi o filme no final de semana. Fraco. Não precisam ver não.

Gyosa

Ontem fui à Liberdade reencontrar o Gyosa (Guiosa, Giosa, Gioza, como preferir). Estava muito bom, mas a primeira vez a gente nunca esquece.

MP3 Player

Saindo da Liberdade fui ao Stand Center, na Paulista, procurar por um MP3 Player. Tem um baratex lá. Quem não me deu presente de aniversário pode conversar comigo sobre como adquirir um aparelhinho desses para mim. Cinco horas diárias de ônibus podem até se tornar fáceis com a música certa.

Crash

Ainda não viu Crash? És um iNdiota.

Bruna

Sacam amor? Então!

Novas pesquisas que conduzem ao blog

Há um tempo atrás eu mudei o nome do blog e ele saiu do mapa dos sites de busca. Agora ele está voltando aos poucos, e as frases engraçadas estão novamente pipocando. Lá vai a grande campeã da semana: “fto de home fazendo sxo com cadla”. Uma beleza! Infelizmente para quem procura, nunca escrevi sobre isso…

Um pequeno erro

Hoje, eu atendia o guri com necessidades especiais e o personagem do desenho animado que víamos disse que se chamava “Diego, o explorador de animais”. Que trash! O garoto salva os animais, não os explora. Ô, pessoal, prestem atenção, são crianças que assistem a parada.

Feriadaço

Na USP, é semana da pátria. Não tenho aulas. E no fim de semana um grande amigo de Floripa vai dar as caras por Guarulhos. É bereja, meu filho, é bereja.

Porto Alegre?

Amigos de PoA, vocês lêem isso aqui? Tudo indica que passarei por aí no fimdano!

Trabalhadores do Mar

Livro muito bom! Um pouco chato nas descrições de paisagens marítimas, mas muito bom. Eu gostei do estilo do autor, do modo como apresenta todas as coisas antes de lhes dar voz. O livro é uma batalha entre Gilliatt e o mundo. Gilliatt vence o mundo.

On the road

Já comecei a ler “On the road”, traduzido como “Pé na Estrada”. Dizem que o livro é um dos precursores das histórias de viagem. Parece-me que a famosa routh 66 é famosa por causa do livro. Muito misticismo em torno da obra. Cá estou eu nela. Está muito legal até agora.

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Fala, meu povo. Vou fazer uma introdução ao motivo da enquete, que pode ser chata para alguns, mas a enquete é boa, então deixem de ser mais chatos do que eu e respondam.

Ontem eu estava conversando com um amigo do qual gosto muito, mas do qual discordo veementemente sobre praticamente tudo; é impressionante (ainda bem que muro bem feito não conhece furacão). Estávamos conversando sobre o filme “quem somos nós?“. Enquanto eu baixava a lenha no filme, ele era bem mais ameno, tendo até gostado de algumas partes da coisinha horrível que é a película.

Em determinado momento, ele lançou um argumento forte: quem decide o que é bom e o que é mau? Quer dizer, quem decide se aquela baboseira do filme é boa ou má? As pessoas não têm direito de escolher o que ver e o que pensar?

Poderíamos responder que é o governo. Mas vamos ignorar essa coisa tosca chamada governo. Eu responderia de modo totalmente diferente: não pensamos “voluntariamente”, então tudo que pensamos é determinado pelo que vemos. Sendo assim, o que é escolher pensar? Nossos pensamentos são manipuláveis! Essa idéia ainda mantém a pergunta “quem manipularia?”, então continuemos.

De um lado temos a ciência de verdade. Aquela que demonstra suas descobertas e convida as pessoas a repeti-las, testá-las, virá-las de ponta cabeça, etc. De outro lado temos a “ciência alternativa” (ou pseudociência), que entre outras coisas diz que algumas experiências dependem apenas da pessoa, e por isso é difícil que elas sejam entendidas por outras. No grande extremo, temos o filme, que se chama de ciência para brincar de ser sério e utiliza argumentos absolutamente não-falseáveis, apregoando que não existe matéria, apenas mente, e que, portanto, podemos fazer tudo: implicitamente, está dito que podemos ignorar a gravidade. Está mesmo!

A pergunta é: todos os tipos de produções humanas devem ser liberadas para todos verem? Filmes como esses devem circular livres? Como os cientistas podem responder ao argumento: eu não gosto de ciência e não quero saber disso?

Essa é a enquete. Peço que todas as pessoas respondam, as que gostam de terapias alternativas: florais de Bach, acupuntura (recentemente provada ser efeito placebo), homeopatia, cromoterapia, enfim… E que respondam os que preferem a boa e velha ciência moderna, da navalha de Ockham (Occam), do princípio da falseabilidade, das demonstrações e resultados. E respondam as pessoas que passam de vez em quando por aqui, incluindo o pessoal do budismo e das filosofias orientais (ou pensamento oriental) em geral.

PS: Perdão pela puxada de sardinha forte acima, mas não pode ser diferente. Puxo sardinha mesmo. Todo mundo sabe a minha posição.
PS2: Estou ignorando o fato de que o processo de obtenção de conhecimentos precisa de regras. Imagine se todo tipo de afirmação for aceita! Regras são necessárias, uma certa padronização para que todos entendam e possam confiar no conhecimento. Esse argumento pode ser usado como parte da resposta à pergunta, mas eu o ignorei no texto propositadamente.
PS3: Repararam que a maior parte da pseudociência incide sobre o comportamento humano? Até temos uns fantasminhas, aliens, telecinese e afins, mas o grande peso é sobre as pessoas… Isso demonstra a fraqueza da Psicologia. Os analistas do comportamento, e os cientistas sociais, estão dormindo no ponto.

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Às vezes as pessoas escrevem justamente o que gostaríamos de escrever. Skinner dizia que tendemos a gostar mais de um livro se temos alta probabilidade de emitir comportamentos verbais semelhantes aos que o autor deixou gravado no livro. E é assim que apresento os seguintes textos do Lucas sobre o perigoso filme “Quem somos nós?”. Um filme enganador. Coisa de Sherazade, para quem sabe o que isso significa (um dia eu explico).

Vejam aí, o primeiro post sobre o filme. E aqui o segundo.

Outros links relacionados:
Projeto Ockham. Link do site mesmo.
Skeptico. Link do site mesmo.
Do pessoal que investiga o paranormal. Link do site mesmo.

Não é apenas sobre o filme. É sobre ciência. E sobre mentira!

Cliquem em todos os links. Todos valem a pena. Mas se for para escolher um, cliquem no “ockham” (primeiro link, e role a página um pouco para baixo). Os responsáveis pelo filme são de um culto místico viajão. e o povão só na curtição. Maravilha!

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