Archive for the “Ciência” Category

Eu honestamente não sei, ainda, se sou ou não a favor da clonagem. Vejo infinitas razões para a utilização do método para a produção de células tronco, mas não vejo vantagens em produzir uma cópia de uma pessoa para o mundo.

Contra ou a favor, o fato é que em breve clonarão um humano. As proibições nunca pararam os homens. Não sei como o mundo estará então. Mas fico me perguntando, com uma curiosidade imensa, o que acontecerá com a alma e as religiões quando o clone chorar de amor e de tristeza…

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De forma resumida, o pragmatista considera que não é possível descobrir A VERDADE. Por isso, contenta-se em descobrir uma verdade provisória sobre os fatos da realidade e compromete-se a abandonar suas afirmações provisórias tão logo outra verdade, mais eficaz, seja apresentada.

Ou seja, a qualidade de uma verdade é medida pelas conseqüências práticas que proporciona. A melhor verdade, então, é aquela que produz melhores resultados.

Como eu apontei antes, e como muitos autores apontam (vejam Davidoff, Schultz & Schultz, Bock, Figueiredo, entre outras centenas), a Psicologia possui diversas maneiras de lidar com os fenômenos psicológicos. E vai mais fundo: a própria definição do que é fenômeno psicológico e do que é o ser humano muda muito de abordagem para abordagem psicológica.

Toda essa amplitude, é claro, engloba perspectivas científicas, quasi-científicas, nada científicas, e bobagens de todo tipo. Não quero defender qual é a melhor maneira de lidar com o humano, nem quais perspectivas considero deficitárias. A discussão é outra:

Deve a Psicologia ser guiada por um ideal pragmatista?

Dizendo de outro modo, é válido para os clientes (individuais e coletivos), estudantes e profissionais que um pente fino seja passado na área da Psicologia, deixando ativas apenas as abordagens que explicam o humano de forma simples e eficiente?

A resposta parece óbvia. No entanto, a realização de tal obra não é simples.
Alguém quer discutir? Uma primeira e complexa pergunta: como definir o que são melhores resultados?

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A edição de agosto da revista super-interessante fala sobre Pensamento Positivo. É uma matéria honesta, mas deixa algumas pontas soltas. Pretendo falar sobre um tipo específico de livros de auto-ajuda: os que prometem mudanças de dentro para fora, como se o mundo fosse um detalhe não importante.

De forma resumida, os falsos-gurus da auto-ajuda afirmam que o pensamento positivo pode mudar a vida das pessoas. Alguns vão mais longe e defendem a idéia de que o pensamento pode afetar a matéria, ou seja, de que eventos mentais modificam eventos materiais. Para embasar muitas de suas afirmações, os caça-níqueis se apropriam de conceitos da física quântica. Utilizando como principal arsenal frases de efeito repletas de promessas de vida melhor, os falsos gurus se promovem desonestamente, explorando a necessidade das pessoas de mudarem suas condições de vida.

Eis alguns pontos que não podem ser ignorados.

  • Não há nenhuma evidência científica de que a mente pode mudar a matéria, ou atrair bons acontecimentos. Na verdade, não existe evidência científica nem mesmo da existência da mente. Ninguém ainda encontrou uma definição unânime do significado da consciência, da mente, de eventos mentais, etc. Ou seja, os pseudo-gurus defendem suas idéias com argumentos pseudo-científicos.
  • Os físicos quânticos fizeram suas afirmações se referindo a acontecimentos no nível sub-atômico, nada pode ser generalizado para níveis maiores, e muito menos para eventos “mentais” cuja existência ainda não foi reconhecida.
  • Atualmente, a tendência é não dividir o homem em mente/corpo ou em pensamento/comportamento. Os humanos têm sido entendidos como entidades inteiras, em que tais divisões não cabem. Sendo assim, os tais eventos mentais que mudam o mundo não existem, realmente. O que existe é uma pessoa inteira emitindo comportamentos de pensar diferentes.
  • Sendo pensamento comportamento privado (que só quem pensa vê), é possível afirmar que comportamento privado influencia comportamento público (que outras pessoas podem ver). No entanto, ambos estão sob controle do ambiente. Nenhum pensamento ocorre no vácuo, há sempre um contexto em que ele foi produzido, e é o mesmo contexto do comportamento público.
  • Portanto, ou muda-se o contexto ambiental da pessoa, ou a pessoa não mudará.
  • O que quero dizer é: ninguém vai mudar apenas por ler algo bacana em um livro. Qualquer pessoa só mudará se estiver se relacionando com contextos ambientes que favoreçam a mudança. E
  • Um contexto ambiental adequado, como oportunidade de emprego e encorajamento da pessoa amada, modifica não apenas o comportamento público, mas também o comportamento privado (pensamento).
  • Comportamentos e pensamentos são produzidos pela história de vida e pelas condições ambientais de cada pessoa. Alguém que a vida toda foi chamado de “fraco”, só terá um pensamento positivo sobre si mesmo quando passar a ser reconhecido por seus atos (ambiente favorável). Da mesma forma, alguém que sempre foi prestigiado por seus efeitos e apenas ouviu palavras amáveis dificilmente pensará negativamente. Ou seja, a ordem das coisas é inversa: primordialmente, o ambiente molda pensamentos e não vice-versa.
  • Uma idéia nova apresentada por alguém, a leitura de um livro, uma palavra de encorajamento podem produzir algum comportamento público produtivo (comportamento privado apenas não adianta), mas tal comportamento só continuará a ocorrer e a se generalizar para outras áreas da vida se produzir resultados importantes para a pessoa.
  • No fim das contas, o que controla o que a pessoa faz são os resultados desse fazer! E não um comportamento privado dito “positivo”.

Bom, no fim, não há muito segredo, a não ser este: pensamento positivo não muda realidade.

Leituras complementares:

Blog Bestseller da Vez: No blog, um psicólogo descreve o conteúdo de livros de auto-ajuda. Mostra o quão iguais ou diferentes uns são dos outros. Muito bom.

A série “Adeus, Mente”: Dessa vez sou eu que solto o verbo mostrando por que a mente não está mais entre as preocupações de uma boa porção dos psicólogos. Infelizmente, a série ainda não está terminada, mas já é possível ver coisas interessantes. Toda a categoria está dedicada a explicar análise do comportamento.

Críticas ao filme “Quem Somos Nós”: Esse filme é um representante da pseudo-ciência dos pseudo-gurus.

É isso aí.

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Acabo de ler uma reportagem da revista Superinteressante sobre energia nuclear. Alguns defensores do meio-ambiente voltaram atrás na condenação da energia nuclear e começam a reconhecer que este tipo de produção de energia é menos maléfica ao meio-ambiente do que a produção comum, por meio de petróleo, sobretudo; muito mais barata do que fontes solares e eólicas de energia; e, além disso, torna desnecessária que sejam criadas represas artificiais. Outros defensores do ambiente não compraram a idéia ainda.

O mais interessante no debate, no entanto, não é se a energia nuclear é maléfica ou não, mas sim como diferentes eventos mudam nossa maneira de pensar. Os acontecimentos que tornaram a fissão nuclear inimiga da opinião pública foram o desastre de Chernobyl e as bombas americanas no Japão. Foram, realmente, momentos terríveis na história da humanidade. Mas, por alguns motivos, precisam ser relevados, no contexto de produção de energia.

Primeiro, produção de bombas e produção de energia são coisas diferentes. Assim como são diferentes utilizar gasolina em automóveis e em coquetéis molotov. Além disso, há evidências fortes de que o desastre de Chernobyl foi causa de erro humano. Novas medidas de segurança reduzem ao mínimo a possibilidade de novos problemas. Bom, todos continuamos dirigindo nossos carros, que matam infinitamente mais do que usinas nucleares. Infinitamente mais. Para finalizar, a energia nuclear é barata, eficiente e evita, além do represamento, que diversos países fiquem dependentes dos produtores de petróleo.

Toda a opinião pública contrária à energia nuclear foi criada por ondas, honestas e compreensíveis, de indignação. Não houve ponderação do ocorrido, ao menos não por parte de grande parte da população. Os ecologistas rapidamente hastearam bandeiras contra a energia nuclear, baseados na paixão. E muitos de nós compramos a idéia, ainda que não tenhamos visto as bombas ou conheçamos a fundo o ocorrido em Chernobyl.

O tempo, e os dados, estão mudando a opinião de muita gente. Agora que a paixão passou, as pessoas estão prestando atenção ao que importa no nosso novo contexto: fontes de energia baratas e alternativas ao petróleo. Análises aprofundadas de custo e mesmo de poluição estão mudando concepções cimentadas há muito tempo. Muitos entrevistados da superinteressante, incluindo ecologistas, pensam que a energia nuclear é uma esperança contra o aquecimento global.

Vendo tudo isso, é interessante fazer duas perguntas:

O quanto o aquecimento global e as guerras em nome do petróleo poderiam ter sido evitadas não fossem opiniões apaixonadas?

Quantas opiniões apaixonadas nos impedem de vermos maneiras mais eficazes de fazer as coisas?

É sempre bom deixar claro: não sou contra a “paixão”, sou a favor da ponderação.
PS: Há ainda um problema. O lixo… Por enquanto está dando “certo”. Estão estudando novas maneiras de lidar com ele

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Este post é para eu mesmo me lembrar das coisas boas da vida. Vou listar aqui pessoas, livros, filmes, músicas, dos quais sou fã. Vou começar com ciência.

Leonardo da Vinci

da-vinci.jpg

Esse mano foi o cara. Ele era anatomista, pintor, arquiteto, engenheiro, músico, escultor, anatomista e queridinho da mamãe. A existência de uma pessoa como da Vinci faz a gente pensar na potencialidade humana. Quanta coisa uma pessoa pode fazer! É incrível.

Viveu de 1452 a 1519. Filho ilegítimo, mãe camponesa ou escrava, Leonardo nem mesmo tinha um sobrenome. O da Vinci veio da região onde nasceu. Ele assinava os quadros como Leonardo.

Há quem estime que esse Renascentista foi o maior gênio da humanidade. Eu voto nele.

A pintura ao lado foi obra dele. Clique aqui pra saber mais.

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Charles Darwin

darwinjpg.gifO criador da Teoria da Evolução matou Deus. Claro, você pode não concordar e, de um jeito ou de outro, ser um Criacionista, ainda que não radical. Mas a verdade é que a Teoria da Evolução modificou a história da humanidade.

Colocaram o jovem Darwin em um navio, o Beagle, e o garoto saiu pelo mundo construindo a teoria mais assustadora que os homens já viram. Temendo a repreensão da comunidade altamente religiosa, Darwin segurou o livro “A Origem das Espécies” por muitos anos.

A quebra de paradigma causada pela obra de Darwin o coloca, sem dúvida, na cúpula de ouro da ciência. Bendito seja o assassino da ilusão. Aqui você clica e sabe mais.

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B. F. Skinner

skinneraudience.jpg Burrhus Frederic Skinner tem burro só no nome. Uma injustiça em língua portuguesa a um nome incomum também em língua inglesa.

Skinner iniciou a vida estudando Letras. De repente, quando se ouviu falar dele, ele estava revolucionando a Psicologia com a análise do comportamento e a filosofia Behaviorismo Radical.

Se Darwin matou Deus, Skinner utilizou princípios da teoria da evolução para matar a mente. Sem Deus e sem mente, o que sobrou para os homens? A possibilidade de organizar uma comunidade racional e prazerosa.

Skinner ainda não teve o tempo necessário para se tornar o mito que são outros cientistas. Mas os anos hão de fazer juz à sua genialidade. Para saber mais sobre análise do comportamento, basta procurar neste blog. E sobre Skinner, bem aqui.

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Não é meu objetivo descrever em detalhe as contribuições desses cientistas; apenas apontá-los. Eu sei que 3 não são muitos, mas isso não me interessa. São os que mais me impressionam. Um dia, se for possível, vou abrir uma universidade e dar a ela o nome de um desses figurões. Não digo qual.

Em seguida, filmes.

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